segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Troco axé por tango a qualquer momento!


Então vamos lá, Buenos Aires. Desde 1991 não pisava na capital portenha, apesar de ter ido diversas vezes para Montevideo desde então. Sinceramente, lembrava de poucas coisas, apenas de caminhar até ficar com as pernas pesadas e de comer alfajores todos os dias.

Portanto, considerando que não sou uma das mais fiéis fãs de Ivete Sangalo, Claudia Leite, Asa de Aguia (que continuam tocando as mesmas coisas faz mais ou menos uns 20 anos, certo?), achei excelente a idéia de escapar das roubadas carnavalescas e ir pra Buenos Aires.

Primeira dica pra quem estiver indo pra lá: REPELENTE DE MOSQUITOS. Muito, mas muito mesmo! A cidade está absolutamente infestada deles, e se você quiser andar pelas ruas e principalmente pelas lindas praças da cidade, não abra mão de passar generosas porções de repelente. E saia com ele na bolsa para repor sempre que necessário! Sem brincadeira, os mosquitos portenhos são violentíssimos e muito resistentes. Não adianta pensar que porque está ventando horrores, caindo um temporal ou que você está em algum lugar com ar condicionado que eles não vão te atacar: acredite, eles sobreviverão a tudo isso.

Então, munida de um tubo de repelente - após um passeio lindo mas que resultou em marcas de tapas e bolotas vermelhas por todo o corpo - pude conhecer um pouco do melhor da cidade. Centro, La Boca, Recoleta, Puerto Madero e, meu preferido, Palermo. É muito fácil pegar um taxi para qualquer um desses bairros e literalmente bater perna até anoitecer. Pra quem gosta de um café no final da tarde, em cada esquina de Palermo tem um. Pra mim, que sou mais "beer drinker", nada melhor que um barzinho e uma Quilmes. Especialmente nos bares de La Boca.

A noite, em todos os cantos dá pra encontrar um bom restaurante e uma carne sensacional. O melhor dessa viagem, sem sombre de dúvida, El Desnível em San Telmo. Nada sofisticado, e por isso com um preço mais do que justo, você é servido por garçons que simplesmente começam o serviço atirando uma cesta com uns 15 pães e chimichurri para comer. O ambiente é como de uma cantina ou um bar, com gente falando alto e totalmente descontraído. Depois, escolha um bom vinho ou a boa e velha Quilmes e se atire de boca em um Lomo ou Chorizo de 5cm de altura, "jugoso". Só uma palavra para descrever: perfeito.

Outras dicas, mas aí já mais turísticas - leia-se caras - ir ao Asia de Cuba ou ao Cabaña Las Lilas. Mas para ser bem honesta, El Desnível foi o ponto alto gastronômico.

E assim, nesse sofrimento atroz de caminhadas, carne, cervejinha, vinhos e alfajores vão-se passando os dias em BsAs.

Tudo isso e, claro, as compras. Algumas decepções nesse quesito. Primeiro, nada está TÃO barato quanto se fala por aí. O câmbio está favorável, sem dúvida, mas esse negócio de dizer que tudo é baratíssimo, achei balela. Os portenhos já sacaram muito bem os turistas em todos os Bairros citados acima e, tranquilamente, você encontra coisas para comprar com praticamente o mesmo preço do Brasil. Galerías Pacífico, Centro, Recoleta, nada disso estava de cair o queixo, nem no quesito variedade, nem preço. Um lugar que valeu a pena foi a Av. Córdoba, ali pelo número 4000, vários outlets interessante e com preços legais. Ok.

E assim foram as dores e delícias de Buenos Aires. Ahh, pra terminar, se você não fala espanhol, não se preocupe: SÓ tem brasileiro por lá. Quase como os mosquitos...

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